Acolhimento: uma escuta poética da infância

Tempo de começar!

Tempo de conexão com o aprendizado!

E, assim, iniciamos o ano letivo de 2019.

A grandiosidade está na simplicidade. É preciso acolher. É preciso pensar sobre a educação como um processo contínuo de aprendizado da criança e, também, sua ligação com os professores e todo o afeto existente nessa conexão. Investimos no contato das crianças entre si e delas com a natureza. Construímos, dia a dia, mansamente, um ambiente de troca com relações cheias de afeto, confiança e descobertas.

E o simples tornou-se grandioso. O educador Marcelo Cunha Bueno citou no Encontro de Pais, em nossa escola, no dia 21 de janeiro deste ano: “A busca pela relação inteira, generosa, potente entre as pessoas e o mundo. O simples é libertador. O simples nos aproxima do nosso interior. O simples nos dá foco, atenção plena…  Entendendo onde estamos, podemos nos dispor às pessoas de maneira mais afetiva, mais empática.”

O Colégio Ser! acredita e está preocupado com o interior: a forma como nos entendemos e como entendemos o mundo. Temos de desempenhar um papel responsável na formação das crianças.

O educador Severino Antônio, em Poetizar o pedagógico, nos faz um alerta: “Precisamos ser chamados para a luz. Precisamos ser chamados para as águas da vida. Esse chamado vem de dentro, das vozes que manifestam em nós, E vem, principalmente, de fora, vem dos outros, que nos chamam para partilhar o conhecimento e a existência (…) É preciso fazer travessias e tentar leituras e escritas, dos sinais e com os sinais de cada tempo.”

É preciso ter a família, oferecendo uma estrutura afetiva e ética, a generosa construção da intimidade e educação e ter a escola oferecendo um espaço coletivo de respeito às diversidades culturais, de opiniões étnicas, por meio de reflexões críticas sobre os contextos de nossa sociedade. E essa combinação dos dois elementos é decisiva, no desenvolvimento da criança. “A escola é a afirmação daquilo que, como família, queremos proporcionar às nossas crianças”, pontua Marcelo Cunha Bueno.

Ao refletirmos a afirmação de Guimarães Rosa “O amor é luz lembrada”, possamos pensar no que ele quer dizer: que o afeto renasce com força quando o resgatamos. E o afeto precisa estar presente no nosso trabalho, na nossa escola, nas relações cotidianas.

Estamos prontos!

Família e Escola juntos, proporcionando a construção conjunta dos territórios de formação da identidade das crianças.

 

Silmara Regina Ferraz
Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil

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